
Como o ChatGPT me agendou um corte de cabelo — e no que deu
Hoje resolvi testar o modo agente do ChatGPT. Me inspirei num post em que deu tudo certo: o cara pediu para ser agendado num corte de cabelo em Los Angeles, o agente abriu o navegador, achou tudo, reservou tudo, simplesmente um craque. O post tinha uma quantidade suspeita de travessões, mas mesmo assim resolvi testar:
«Me agende amanhã num corte de cabelo no bairro do Brooklin, em São Paulo».
Spoiler: eu não esperava um circo desses.
Primeira impressão: automação impecável
No começo, estava tudo perfeito. O navegador abriu e o agente começou animado:
«Comparando as avaliações»,
«Rolando a página»,
«Clicando no botão de agendar».
Tudo conforme o roteiro. Achou o salão, começou a reservar, perguntou qual horário me era conveniente.
Só travou uma vez — me passou o controle para eu fazer o login no site de agendamento, depois seguiu sozinho e mandou um resumo curtinho: amanhã, às 13h, o barbeiro te espera, o corte leva 25 minutos.
Conferi o e-mail — a reserva tinha chegado mesmo, fantástico! Finalmente estamos naquele futuro lindo e radiante em que a única coisa que a IA ainda não sabe fazer — é achar as meias que combinam de manhã, o resto dá para delegar.
O desfecho: surpresa no acostamento
Mas, antes de sair, alguma coisa me deu na telha de olhar as fotos do salão. E foi aí que eu vi… Uma barbearia dentro de um ÔNIBUS DE LINHA.
Nada de «pegada vintage», nada de «reformado», mas simplesmente uma barbearia dentro de um ônibus estacionado no acostamento. Banquinhos, poeira, um clima de leve desespero.
A IA mandou bem: tarefa cumprida.
Mas, se eu tivesse ido até lá, o meu próximo pedido ao agente teria sido: «Descubra onde é que esterilizam os instrumentos por aqui».
Conclusão: confira até os agentes espertos
Confira tudo, sempre. Tanto os agentes de carne e osso quanto os digitais, amém.