Por que a Revolut contratou o ex-chefe do Societe Generale

17 de setembro de 20251 min

As histórias das empresas muitas vezes parecem roteiros de Hollywood

A Revolut começou como uma startup contra os bancos e agora traz para o time um homem que por 15 anos comandou um dos maiores bancos da França, o Societe Generale. Frédéric Oudéa, ex-CEO e hoje presidente do conselho da Sanofi, vai passar a chefiar a divisão da Europa Ocidental da Revolut a partir de Paris.

Por que a Revolut contrata um «dinossauro bancário»?

As regras do jogo estão mudando. A Revolut planeja pedir uma licença bancária francesa, investir um bilhão de euros na expansão e fazer de Paris o seu ponto de apoio na União Europeia.

Para isso, é preciso alguém que entenda não só de tecnologia digital, mas também de como funcionam a burocracia e os reguladores.

Quando o GR importa mais do que um produto genial

No mundo dos negócios, costumam subestimar uma coisa. A partir de certo nível, quem vence não é quem tem o produto mais bacana, e sim quem manda bem em GR. Oudéa conhece o sistema francês por dentro, com todos os seus freios e alavancas. Sim, ele é associado justamente à burocracia emperrada, mas é exatamente isso que pode virar o ativo mais valioso da Revolut.

Para chegar à primeira divisão, é preciso saber jogar dentro do sistema. E a Revolut mostra hoje, na prática, essa virada.